É
triste quando temos de voltar a sítios onde outrora já nos rimos e fomos
felizes, mas que da última vez nada disso existiu e onde só houve lugar para
tristeza e lágrimas. Hoje foi um dia desses. Os cerca de vinte minutos que
distanciam Ponte da Barca de Godinhaços foram quase como um déjà-vu. Sabia perfeitamente que já quase nada estava como eu me
lembrava, mas agora era muito mais real. Duas pessoas tinham “desaparecido” e
não iam voltar. Na verdade foram três, mas apenas duas delas, de certa forma, tinham
feito parte da minha infância. As quais já eram quase como uns terceiros avós
para mim. Primeiro, foi um no verão e a esse presenciei tudo, a tristeza da
minha madrinha e do pai dela. Para mim, ele era aquele tipo de pessoa alegre
que estava quase sempre a sorrir, e foi difícil vê-lo como estava. Soube á
pouco tempo que quando a minha madrinha veio passar o natal a Portugal, o pai
dela, que já estava muito doente na altura perguntou «o P. não vem cá passar o natal?». Não fomos, e agora uma parte de
nós arrepende-se porque, agora, nunca mais o voltaremos a ver. É triste saber
que morreram os dois do mesmo e de forma dolorosa. A parte “boa” (se é que ela
existe) de não ter lá estado e que a última vez que o vi, estava a esboçar um
sorriso, mesmo que por muito pequeno que fosse, e agora é assim que me lembro
dele.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

